quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O preço da liberdade


Até que ponto somos livres para escolher o que comemos, pra onde vamos, o que estudamos? É possível ter liberdade pra conduzir nossa felicidade?

São perguntas difíceis de responder e mais fáceis de questionar. Não somos livres para tomar nossas próprias decisões á respeito da vida, do mundo. Por todos os lados as interferências em nossa opinião só tende a aumentar. Muitas vezes, alguns acham que tendo dinheiro serão mais livres que outros. Na “Ilha das Flores” isto realmente acontece. Quem não tem dinheiro para comprar a própria comida, come o resto. O resto do que os porcos não comem. Da comida estragada, suja, jogada fora. É o que sobra. É o preço a ser pago pelos que não tem condições financeiras para serem livres. Mas cadê a liberdade? A única resposta, é que, para estas pessoas não existe, nem mesmo a distinção de animal para ser humano. A vida é esquecida e sobrevive quem tem tempo para selecionar o melhor do pior da humanidade. A desigualdade. A liberdade dos que lá vivem é totalmente irreconhecível, inexistentes. É tão sonhada e tão impossível.

Vivemos condenados em um mundo onde cada opinião é julgada e rejeitada quando bem entendemos. Onde nossos valores são contrapostos e sobjulgados. São esquecidos e somente aceitos quando convém aos que tiram vantagens disto.

A vida não está tão livre quanto pensamos. A felicidade só nos é oferecida, quando pagamos caro por ela. E a liberdade de todos já não existe, é de uma minoria “ditadora” das regras, e com dinheiro para pagar o preço da vida. E como nos disse Montesquieu, "A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis consentem".

Abaixo o vídeo "Ilha das Flores", para pensarmos mais sobre o assunto!!!


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Morte de Tinta

   E para terminar a "Trilogia Mundo de Tinta" temos Morte de Tinta, mais um maravilhoso livro de Cornelia Funke!!!

   E neste livro, a continuação da aventura é o que mais nos intriga. Desde que Meggie, Mortimer e Resa "entraram" no livro, no Coração de Tinta, Elinor está desesperada.
   Mortimer, o intitulado Gaio, vive as aventuras que jamais teve coragem de apreciar. E em meio ao caos, alguns personagens ganham a cena, entre vilões e vilãs temos vários, dese Pardal até Cabeça de Víbora. E juntando-se a Meggie e Farid, temos um terceiro, formando um trio pelo qual Meggie terá muitas dúvidas. Entre um e outro. E a decisão fica cada vez mais difícil.
   Sem acabar com a magia de um história bem-lida, conto-lhes somente que em meio as brigas e fugas, o reencontro de Elinor com os outro se dá dentro do livro e o vilão, é claro, fica cada vez mais misterioso. Evidente que com ajuda de uns e outro, é possível averiguar um final totalmente inesperado e excepcionante... De modo que não conto-lhes os detalhes. O melhor é descobrir por si só!

Abaixo, algumas citações do livro muito interessantes:

"O caminhante escolhe a trilha, ou é a trilha que escolhe o caminhante?" Garth Nix, Sabriel

"E ás vezes em um velho livro/Está marcado algo de inconcebível escuridão./Ali, onde estivestes um dia./Para onde você escapou?" Reiner Maria Rilke, Improvisationen aus dem Capreser Winter III

"Há algo nela que foge às palavras." John Steinbeck, Travels with Charley: In search of America

"'sem problemas!', exclamou Aber, a poupa. 'Toda história que tenha algum valor pode suportar um pouco de embate'" Salman Rushdie, Haroun e omar de histórias

"O cheiro de terra úmida e vegetação nova se apodera de mim, aquosa, escorregadia, com um gosto que lembra o ácido, como casca de árvore. Tem cheiro de juventude; tem cheiro de coração partido." Margaret Atwood, O assassino cego

"Porém, tudo aquilo era apenas o espanto da noite, fantasmas do espírito caminhando na escuridão." Washington Irving, The legend of Sleepy Hollow

"Nenhuma de nós era a verdadeira autora: seu punho é mais do que a soma de seus dedos." Margaret Atwood, O assassino cego



Espero que gostem, apreciem e leiam o livro!!!


domingo, 26 de agosto de 2012

“Nice, biografando-a”


  
   E para introduzir você, leitor, na vida de Nice, coloco esta breve biografia misteriosa da personagem!!!



“Nice, biografando-a”


            Ela, que com a vontade que tem, vive intensamente, valorizando cada palavra, cada cor, cada sentir. Procurando cada vez mais se expressar, mergulhando nas palavras e espalhando-as por toda a parte, em todo o mundo. Com seus cachos cor do réu, atacados por olhares e laçados por amores.
            Aos passos e tropeços se dedica a revirar o mundo, por mares não sonhados em busca de uma interpretação séria do que é ser ela.
            Lendo, lendo e lendo se cria, se transforma e deforma. Assim como ela, que conhece, reconhece e interage facilmente aos que a ti recorrem.
            Fugitiva de seu “eu”, transcreve loucamente sua paixão tampouco revelada. Sua empreitada a enfrentar pelo amor, pelo sonho, pela certeza de que um dia dará certo.
            Assim, fala aveludadamente de se dom, seu tom, sua perspicácia. E retrata seus ideais, criticando fugitivamente sua leal escudeira, sua paixão certeira, seu tecido a ser desfiado pelo olhar.
            E você? Como? Por quê? Esqueceu dela? Que com sublimes manchas marcou, como a brisa a movimentar sucintamente o orvalho amanhecido.

            Nice, cadê? Por quê?
            Para onde foi?
            Onde andas?

            Inspiro-te!

sábado, 25 de agosto de 2012

Pela primeira vez....

    Anuncio com este post, que à partir de hoje, toda semana terá uma postagem sobre uma aventura, uma história e algumas dúvidas, um amor inatingível, e as consequências disto tudo. Toda terça-feira (3a) uma nova postagem sobre "Nice e a vida!"....

    Espero que gostem!!!


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Entrevista com um Jô!

   Nesta postagem uma entrevista bem especial.... É com meu professor de inglês, o Jô, da escola onde estudo atualmente... Desde o começo do ano tive essa ideia de fazer uma entrevista com ele. As reflexões e discussões durante as aulas, vinculadas aos temas apresentados era o que aumentava a vontade de concluir a entrevista.... Foi aí que enviei as perguntas, sobre a vida, o emprego, a aula, que agora estão aqui!!!
   Espero que gostem e apreciem!!! Só tenho a agradecer ao Jô pela entrevista!


Entrevista:




1 – Como surgiu seu interesse por essa área de “línguas” em que trabalha?

Jô - Quando completei 13 anos minha mãe resolveu me colocar num curso de inglês a ser pago com muito sacrifício, primeiro porque naquela época não havia tantas escolas de inglês e segundo porque minha família não tinha muitos recursos. Estudei durante três anos completando o curso. A escola me ofereceu para fazer um curso de conversação e minha mãe concordou em pagar por ele.
Quero deixar claro aqui que sempre gostei de inglês e para mim foi fácil. Quando terminei o curso a escola em que eu estudava (FISK) me convidou para dar aulas de reposição. Dei-me bem nisso e no semestre seguinte eu já tinha minhas turmas, muitas delas compostas de pessoas bem mais velhas do que eu mas tudo transcorreu como o desejado.
Quando chegou a hora de fazer vestibular acabei por optar por Publicidade e Propaganda. Completei o curso na PUCC e depois fui para São Paulo para trabalhar na área de produção de eventos, mas nunca deixei de dar aulas, entende? Em São Paulo tive uma experiência muito boa dando aulas de Português para Estrangeiros.

2 – O que te impulsionou a ser guia de agência de turismo? Você já imaginava que seria?

            Jô - Pois é, o mais incrível é que o curso de Propaganda que fiz se enquadra na área de Comunicação Social e uma das opções nessa área é o Turismo. Mas até então eu não dava importância para isso.
            Alguns anos depois uma grande amiga minha passou a trabalhar como Guia de Turismo na Disneyworld para uma empresa muito famosa na época: Dimensão Turismo.
Fiz uma entrevista e fui aprovado em quase todos os sentidos, exceto pelo fato de que eu nunca havia estado na Disney. Como diziam os antigos: enfiei minha viola no saco e voltei para casa.
No ano seguinte, um empresário que já havia morado em São Carlos e para o qual eu já havia feito trabalhos leves para a agência de viagens dele, decidiu abrir uma operadora de turismo e resolveu me convidar para ser guia. Quase enfartei de felicidade e graças a ele acabei indo para a Disney sem conhecer mesmo, mas com a certeza de que lá eu teria um treinamento a ser dado pela equipe dele, o que ocorreu de forma muito legal.
Porém a operadora dele funcionou apenas naquele ano. Foi quando solicitei uma outra entrevista na Dimensão Turismo e que me foi concedida. Lá conversei com uma das donas da empresa, por sinal uma senhora muito educada e que entendeu meu argumento: “Agora eu já conheço a Disney.” Ela então acreditou em mim,(o que agradeço muito até hoje) e trabalhei para eles nos anos de 96, 97 e 98.
            No entanto creio que em 98 houve uma série de problemas na economia brasileira, o dólar subiu em escala absurda e até as grandes operadoras foram à bancarrota. Adivinha o que aconteceu? Perdi meu emprego de Guia de Turismo.
Tal situação durou até 2006. O empresário que eu mencionei anteriormente tem duas filhas e uma delas havia sido minha aluna em São Carlos e havia me localizado no ORKUT. Ele estava morando em São Paulo e trabalhando para a CVC Viagens (onde ainda trabalha). Ele estava organizando o Departamento Flórida e resolveu localizar guias antigos que haviam trabalhado com ele. Fui convidado, aceitei e estou muito feliz por trabalhar com eles há 6 anos. Em função das minhas aulas trabalho apenas em época de temporada, mas também tive a oportunidade de ampliar meus horizontes para Nova Iorque e Las Vegas.

3 – Qual uma frase que te motive ou que você ache importante para uma reflexão?
           
Jô - Antes de deixar minha frase quero esclarecer que ao usar o temo espíritos me refiro ao ser interior que todos nós levamos conosco e não apenas a seu significado quando aparece em Espiritismo ou Espiritualismo.

Minha frase é:

Os espíritos são semelhantes aos paraquedas: só funcionam quando abertos.


4 – Agora, sobre a vida. Como você a vê?

            Jô - Procuro ver a vida como um aprendiz. Ao deixarmos esse mundo não levaremos nada de material, apenas nossas emoções e lembranças, e isso me basta.

5 – De que maneira você ultrapassa os obstáculos nela encontrados?

          Jô -  Sou Espírita desde a minha mais tenra infância. Sempre aprendi que aprendemos pelo amor e pela dor. Faço minhas preces, converso francamente com Deus e com meus parceiros do lado de lá que sempre iluminam meu caminho. Mas ainda tenho tantas imperfeições!!!


6 – Como é sua relação com a religião, com um lado mais espiritual?

          Jô -  Continuando o que foi dito na resposta anterior, não que eu seja estoico, mas acho que nada nos acontece por acaso. Minhas experiências, boas ou ruins, são minhas porque eu tenho a aprender com elas. A palavra Religião vem do verbo RELIGAR, ou seja, contato constante entre Criador e Criatura. Mas ultimamente tenho tido leituras muito frutíferas sobre a visão de Religião na Índia. Depois disso parei de ver Deus como algo externo a mim. Eu sou Deus assim como tudo o que existe também o é.



7 – Você lida facilmente com as múltiplas possibilidades que ela nos oferece?

          Jô -  Sou Sagitariano e sendo assim não piso em ovos. Porém às vezes acho que essa postura me leva a perder certas possibilidades na vida. Mas procuro abraçar tudo o que é bom e me afastar do que se me apresenta com o possível lado negro do egoísmo.

8 – Como é sua relação com o aluno?

          Jô -  Amo meus alunos. Aprendo mais com eles do que eles comigo. O fato deles talvez não terem consciência disso torna nossa relação mais inocente, mais pura. Claro que tenho problemas e sei que não sou gostado 100% mas isso faz com que eu me sinta normal. Mas sempre vejo os conflitos professor-aluno como transitórios. Depois de um tempo eles crescem como pessoa e eu também, e muitas vezes passam a frequentar minha casa, tornam-se meus amigos e isso me dá muita alegria.

9 – O que você espera que aprendam, fora a matéria já programada? Alguma lição para a vida?

          Jô -  Esperam que aprendam sobre o otimismo. A meu ver todo professor deve passar a seus alunos uma mensagem de otimismo e reflexão. Sei que sendo lido agora posso passar por piegas mas acredito que devemos sempre rir com a vida. Para chorarmos ela mesma já nos reserva certos momentos, como a perda de entes queridos, por exemplo.

10 – Você acredita em coincidência? Ou em destino?

Jô - Essas duas palavras se confundem, se entrelaçam, não sei. E também me assustam pela força que carregam. Procuro sempre buscar algo de bom nas situações; acho que se ficarmos parados pensando se um tal evento da nossa vida é coincidência ou destino desperdiçamos um tempo que poderia ser usado para desfrutar o momento verdadeiramente, entende?

11 – Qual sua filosofia de vida?

          Jô - Ser grato, como sou grato a você nesse momento por me propiciar olhar para mim mesmo com sinceridade e compreensão.


12 – O que você esperava desta entrevista? Qual sua ideia dela antes de lê-la?

           Jô - Sem querer puxar seu saco Guilherme, eu esperava cumprir o que você esperava de mim nas minhas respostas. Você é um garoto muuuuuuuuuuuuuuito gente boa, educado, enfim não é fácil contentar uma pessoa como você.
            E mais uma vez muito obrigado mesmo pela oportunidade de aparecer no seu blog. É uma honra para mim.


Muito Obrigado!!!



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Féria e projetos: dupla insaciável

    Quando chegam as férias, além de descansar e passar horas e horas na internet, fazemos projetos. Projetos de vida, de criação e criatura, de imaginação, de pesquisa, de escrita e leitura, enfim, são muitos. E em cada um deles é preciso o máximo de dedicação.
    Confesso que fiz os meus neste mês. Não sei se totalmente cumpridos foram, mas um "pontapé" inicial foi dado. Tive como base meus escritos, minhas leituras... E  minhas linhas de pesamento.
    Sem revelar mais nada, só digo que comecei a concretizar 3 deles. Um sobre "Alice no País das Maravilhas", outro sobre Nice, minha personagem querida, e o último sobre uma conversa, sobre livro... 
    E nesta dupla, entre férias e projetos, é onde as melhores ideias são desenvolvidas, onde os pensamentos são condensado e tornam-se frutos de uma enorme criatividade de cada um.

   Espero que estes exemplos sirvam de incentivo para os novos leitores e escritores que, em suas férias, (re)descobrem o gosto da leitura, o aroma da escrita e o doce e suave olhar observador de um escritor desenvolvendo-se em artista.

Abraço leitor!
 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Vivian


A quinta homenagem é para minha professora até a 7a série.

   A um tempo atrás, as aulas de histórias e os conhecimentos nela atrelados eram um sério problema de entendimento para mim. Mas aos poucos meu gosto pelas aulas começou a aumentar, eu começava a entender. As desventuras da história eram, cada vez mais, adoradas por mim e fixadas em minha mente durante as ótimas explicações, os trabalhos, e todas as aulas. E você foi uma das pessoas mais importantes nesta jornada.
   As aulas diferenciadas, todo o conhecimento visto em seus olhos, as explicações, o carinho ao explicar, o modo de falar, a paixão pela história tão bem dita. Enfim, foram aulas inimagináveis, nunca mias esquecidas, e pelo contrário, sempre lembradas.
   Sim. As aulas acabaram. Mas não é por isto que deixei de me comunicar com ela. Via Facebook ou email, trocamos e compartilhamos ideias e isto que me deixa ainda mais feliz. Poder reconhecer o maravilhoso trabalho de uma professora que aos poucos foi tornando-se também amiga.
   E o que tenho a dizer é somente meu Muito Obrigado!
   Obrigado por fazer parte da minha jornada estudantil e saiba que sua participação foi de enorme importância.
 
  É, só tenho a agradecer!!!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A violência provém da “maçã” globalizada

  
 Texto para as aulas de redação da escola...
    Espero que gostem!!!



A violência provém da “maçã” globalizada

            Há anos que homens e mulheres estabelecem diversas relações entre si. Uma delas é o casamento. A formação de casais que, teoricamente ficarão juntos. E, com o passar do tempo, a sociedade foi incorporando novas atitudes, como a união de homossexuais. Mas isto, hoje, ficou preocupante.
            Todo o preconceito existente contra homossexuais pode ter-se originado com as antigas influências religiosas. A igreja católica adotou por muito tempo a ordem natural para a reprodução humana, sendo constituída por um homem e uma mulher que juntos, perpetuariam a espécie. Um dilema impactante, mas que ficou registrado no tempo até os “dias de hoje”. Ou quase.
            A homossexualidade começou a ser aceita pela justiça e tornou-se um enorme alvo para as críticas contemporâneas. O preconceito que rodeia esta situação é muito frequente. E a violência contra estas pessoas vêm aumentando bastante. O desrespeito com a opção sexual de cada um é um enorme passo para o abismo, para a decadência da sociedade inteligente e tecnológica em que vivemos. O respeito é o elo que une uma nação, e não podemos deixá-lo romper.
            Analisando a visão geral do homem, temos que, para ele, é mais estranho ver um casal masculino de homossexuais, do que um feminino, pois este é visto como fantasia sexual e aquele como símbolo de nojo, de algo errado. Já na visão feminina é o contrário. O casal masculino é mais comum e o feminino é visto como pecado. E daí provém a violência. Mais por parte do homem do que pela mulher. Esta analisa a situação e aquele parte para a força corporal. Como se esta força mudasse a opção sexual escolhida.
            Devemos pensar sobre a origem da palavra “casal”. Segundo o dicionário da língua portuguesa, casal é um par formado por macho e fêmea, marido e mulher, ou por duas coisas iguais. Então, para quê contradizer esta afirmação criticando o homossexualismo? Porque a violência contra pessoas como nós? Apenas pela opção sexual? O planeta não é mais de Adão e Eva. A “maçã” já está globalizada. É fertilizada e adaptada ao novo mundo. Nosso mundo de diversidades étnicas e culturais.
            É evidente que, nem casais hetero nem homossexuais devem desrespeitar outras pessoas, outros casais. E sim, deve-se estabelecer uma relação harmoniosa, respeitosa.
            Os preconceitos vêm do próprio “berço”. E isto deve acabar. “O homem nasce bom, a sociedade corrompe”, como bem disse Rousseau. E o homossexualismo precisa ser livrado do clichê de ser pecado. A violência tem que parar!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Jacintos de quem entendo

   De Jacintos que conheço, este é um tanto quanto conturbado. Nas dualidades em que vive, depara-se com dois tipos de ser: o ser urbano e o ser rural. O da cidade e o das serras. Mas por incrível que pareça, um conflito interior mudou tudo.
   Das riquezas de seu "palácio" em Paris cada gota de espanto era pouco diante a jarra de susto lá encontrada. Era muita coisa, muito dinheiro, muita inutilidade. E com isso, vêm-nos a revelação: descendia de Portugal, nascera lá, e o "bando" de Jacintos também vinha de lá. De Tormes. Mas fujamos de seu passado incontestável e, por ele, esquecido.
   Certamente lá no 202 a vida não era de se queixar. O esplendor tecnológico em pleno fim do século XIX era bem-visto por José Fernandes. Bem questionado e comentado. A ponto do tal "príncipe da Grã-Ventura" propor que a máxima ciência, o conhecimento "absoluto", resultava na maior felicidade. A felicidade em função do conhecimento. Para mim, a equação matemática mais hipócrita de todos os tempo. Enfim, era a civilização,
como bem nos dizia o Jacinto. Nas bestialidades surgia a civilização, "- Eis a Civilização!" como bem me dizia.
   Nada como mais de 32 mil livros em uma casa, ou até um abotoador de ceroulas. E que tal relembrar o episódio do peixe. O peixe de Sua Alteza. É, a civilização resolveu "passar a perna" no homem, no meu querido Jacinto. "... na sua luta conta a Força e a Matéria." "... afundado em sua mole densidade." concluímos, ou melhor, Zé Fernandes conclui que "Era fartura." e Grilo afirma: "S. Exa. sofre de fartura.". E não o é?
   Mas o que fez Nossa Exa., o Seu Jacinto, concluir que é a cidade a maior das ilusões? Será a falta de conforto ou dinheiro? Não. É o transbordar de razão, abuso tecnológico, monotonia da civilização.
   Eis que, passado um tempo, passa a viver mais intensamente esse trastorno. Como tens vivido? Como um morto. São suas palavras. E sem mais, que de conflitos já os temos bastante. Deixe isso de lado, e prosseguimos com a revolução.
   Jacinto decide que "- Zé Fernandes, vou partir para Tormes.". Decide retomar as serras. Manda reformar a casa que lá tinha, mas como a civilização não ajudou, o destinatário não recebe a carta, e assim, não responde. E decide prosseguir pra lá. Sem desapegar-se totalmente da Cidade: " - É muito grave deixar a Europa". Mesmo que grave, para mim, Portugal, Tormes, Continuam na mesma Europa, mas pra ele, saíra da civilização. E ao chegar afirma que " - Então é Portugal hem? ... Cheira bem". E que de cheiro entendes?
   Ao chegar e não encontrar nada, sem casa reformada, sem cozinheiro, Jacinto sente-se "... atrás, no burro de Sancho", nas "barbas" de Dom Quixote.
    Realmente Jacinto tem carência de fome, que mesmo "longe da fartura de Tormes", sacia-se com um frango. E Descartes que o diga. Ele que tanto influenciou, meu amigo Jacinto nessas épocas.
    Passam-se cinco semanas e Nossa Exa. continua lá nas Serras. Zé Fernandes ria e ao mesmo tempo, Jacinto ia dando dinheiro aos "pombos". Certamente ele começara a corromper a cidade. Afinal, o "homem é bom, a sociedade corrompe". E nem preciso citar o nome, né?
    E as contradições socialistas, então, vêm à tona. Se Jacinto fosse, realmente, socialista, estaria no mesmo patamar que os "pombos", dando todo seu patrimônio para o bem deles.
    Bom, sem mais delongas. Mesmo sendo confundido com ajudante de D. Miguel, casa-se e continua a viver no "Castelo da Grã-Ventura", nas Serras.

  A Cidade: Paris. As Serras: Portugal, Tormes. E Jacinto: meu caro amigo!


E assim descrevo, caros leitores, o livro, a história dele, da "Cidade e As Serras", do genial Eça de Queirós!  Que li para as aulas de Literatura para Vestibular.

Espero que gostem e apreciem!!!
Espero

sexta-feira, 11 de maio de 2012

As leis á frente e a religião ao lado


Texto escrito para as aulas de redação!
Espero que gostem!!!



As leis á frente e a religião ao lado

            “Um padre bateu o carro em um poste, na madrugada de sábado, em Santa Catarina. Bêbado, ele dirigiu quase dois quilômetros na ‘contramão’ e, sem causar um maior acidente, envolvendo outros veículos e pessoas, bateu em um poste e está internado em estado grave no hospital municipal”.
            Este caso é um tanto quanto impactante, afinal, um padre cometeu um erro gravíssimo como qualquer outra pessoa poderia ter cometido. Porém, aos olhos da sociedade isto é inadmissível. Um padre, certo de que deve seguir as leis inclusive de sua religião e de todo o país, tem que estar ciente do que pode ou não fazer, no que deve ou não abusar. É assim que muitos pensam. O que é totalmente errado.
            Não podemos pensar que por seguir firmemente as crenças de uma religião, o padre é diferente. Ele comete erros e acertos como todos, assim como toma suas próprias decisões. E isto, observamos desde a antiguidade.
            Há muitos anos vemos como a igreja se impõe diante da sociedade. Sendo pioneira ou não, ela recebe críticas e elogios como qualquer “reizinho” que vemos por aí, como qualquer classe social. Várias contradições foram estabelecidas entre ela e a nobreza. Papas e padres muitas vezes burlavam as exigências políticas da época. E isto se tornou normal, fez parte da história e da construção cultural de cada civilização. Mas voltamos à atualidade!
            Independente de quem seja o acidentado, o que podemos dizer é que este padre infringiu a lei seca. Ele dirigiu embriagado, na “contramão”, correndo o risco de causar maiores acidentes, até bater em um poste. E como qualquer outro, deve ser punido. Devemos sentir vergonha e não espanto ao vermos que foi um padre o responsável. Vergonha de mais uma vez, um grande descuido de alguém cauda tanta repercussão.
            São em situações como esta que devemos esquecer a etnia, a classe social, a religião e o emprego para considerarmos todos como iguais. Para vermos as leis sendo descumpridas e lidarmos com este caso.
            Quem descumpre as leis deve ser responsabilizar por seus atos, por arriscar sua vida e a dos outros, por ter o costume de desrespeitá-las, inexistente antigamente. E que há tempos vêm aumentando. A ponto de um padre... Bom, não voltamos às discussões.
            A sociedade tem suas opiniões e não nos basta querer mudar, temos que agir!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Reverências a um clichê que transforma

   Depois de um longo tempo sem postar, peço desculpa leitor, mas volto com todo vapor possível.
    E vamos a postagem!!!
   Esta, é com uma redação que fiz para as aulas de Redação lá da escola. Espero que gostem e apreciem!



Reverências a um clichê que transforma

            Leitura que transforma, informa, deforma. Que modifica o mundo, os saberes e os conhecimentos que nos rodeiam. E isso é o que importa. Os caminhos e possibilidades que uma boa leitura nos oferece.
            Temos as clássicas leituras de vestibular, de norma culta, “embrenhadas” nas “entranhas”, nas características das escolas literárias, nas oposições entre Deu e o homem, entre razão e fé, emoção. São essas leituras firmes e de difícil compreensão, que só são fielmente entendidas quando subjulgadas aos nossos conhecimentos gerais, nossos ideais, nossas certezas.
            E temos também as leituras habituais, palpáveis em relação ao nosso cotidiano e, geralmente, mais e melhor entendidas por todos. Ou quase todos, apenas os que leem. São escritas que nos fazem voar, viajar e mergulhar num mundo atual e imaginário. Leituras que nos possibilitam o acesso a novos conhecimentos, novos horizontes e opiniões.
            Independente do tipo de leitura e escrita, nesse mundo de clichês, devemos perceber o que realmente importa. Devemos perceber que a leitura e o seu poder nos transformam. E que quanto mais lemos, maior fica nossa “rede” de conhecimentos.
            O contato com os livros proporciona a quem lê a não dissociação entre realidade e imaginação. Ao menos durante a leitura. E a mágica que envolve, que devora o leitor, é diferente em cada obra, em cada frase. É visível no que ele diz e não no que ele quis dizer. É uma porcentagem mínima de uma pluralidade de situações e emoções que envolvem “bruscamente” o leitor durante a “viajem” (a leitura).
            Saindo do universo dos livros e retomando o cotidiano, as leituras diárias, e, geralmente, mais rápidas, podemos observar que a cada leitura de um jornal, de uma notícia, de um artigo, um gibi, uma história em quadrinhos, um manual, uma sinopse, o leitor adquire novos conhecimentos, novos olhares, novas faces desse mundo. O leitor estremece, franze o cenho diante das novas descobertas, dos novos sabores e “dissabores”. Fica boquiaberto ao perceber que nas próximas horas, ao longo dos dias e semanas, mais leituras virão e transformarão sua vida e seus conhecimentos, fazendo-lhe pensar e refletir mais, mais e mais.
             A cada nova leitura, esse poder de transformação aumenta, os leitores tornam-se mais maduros, a leitura já não apresenta um único “sabor”, e sim um festival de “temperos” e adereços que pode ser interpretado diferentemente entre eles, entre cada um.
            Uma leitura que envenena com seu poder, envenena no bom sentido, transforma. Adapta o leitor ao contato com as escritas e às reverências cotidianas. Envolve-o (o leitor) e devora-o por muito, muito tempo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O garoto no convés - reflexões incertas

    Mais um livro fica agora diante de minhas reflexões, e este, "O garoto no convés", me foi muito prazeroso.

   Um menino, que por muito tempo viveu nas ruas, até encontrar um homem que desastrosamente mudou sua vida. Um homem que o levou ao mundo dos roubos e da prostituição. E definitivamente, não lhe era agradável.  Ele, John Jacob Turnstile, tem então a maior sorte de sua vida, talvez a maior mudança já ocorrida. Ele encontra um senhor, e larápio, rouba-lhe o relógio. E o senhor não fica bravo, e não o entrega a polícia. O público a sua volta que o faça. E fez. Mas mesmo assim, ele defende Turnstile e (sem mais delongas) tira-o da prisão e lhe dá a oportunidade de ajudar um capitão o Capitão Cook.
   Turnstile embarca então em uma viagem marítima, sendo criado do capitão. Embora todos se achando
melhores e mais importantes que ele, o próprio capitão passou a considerá-lo mais que a qualquer um.
    A viagem tem um objetivo: passar pelas Índias e ir atrás das frutas pão, muito valorizadas pelos ingleses.
  Depois de uma tumultuosa viagem, chegam a ilha onde encontra-se a fruta-pão. O contato com os habitantes é feito calmamente, e é preciso ficar alguns meses na ilha para plantar, colher e replantar as frutas pão. Até o momento a viagem não tivera sido tumultuosa, apenas uma grande carga de aprendizados. Na ilha, oficiais, marinheiros, independente da hierarquia naval, encontram prazer com as nativas. Aí está o problema. Alguns dias antes de voltarem de viagem, mais precisamente antes de embarcarem, protestos e confusões inundam o ambiente e como uma revoltosa e tumultuada tempestade, a maioria dos oficiais e marinheiros se volta contra o capitão, rouba-lhe o barco e deixa-o em alto mar, com apenas uns 15 seguidores. Incluindo Turnstile.
   Certamente roubaram-lhe o barco para voltarem a "ilha do prazer", e o Capitão e seus novos marujos, de igual para igual, viajam em um minúsculo bote.
    Muito difícil aguentar uma viagem assim: sem comida, com água fracionada, tendo que contar com a boa fé dos nativos das ilhas por qual passaram. Mas Cook está sempre pronto para encarar tudo. E salva quase todos. O primeiro que morre, é apedrejado por um nativo de uma ilha desconhecidas, alguns outros morrem por desidratação, logo ao chegar. Turnstile sobrevive e reencontra o homem que pro muitos anos o maltratou. Esquecendo-o e livrando-se dele, vive sua vida tornando-se mais a frente, Capitão.

   Só assim, que descrevo o livro, muito simples e sem mais delongas, afinal pra que demorar o pronunciamento de uma bela e emocionante história como esta. Aos que mais detalhes querem, leia-o. O livro espera-o. Devore-o como eu devorei. Leia. Viva. Sinta a emoção.

   Sem largar o livro, passei dias e dias lendo-o até realmente acabar e compreender tudo, cada vírgula e cada ponto. Maravilhoso. Uma leitura assim, como esta. Que traz a sensação, o sabor das letras na garganta, as letras que tantos outros escreveram e acertaram, como Camões, Machado de Assis, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, ou erraram, como muitos por aí que pelos ares do ofício tratam a escrita como escrava, escrava capaz de estragar um texto se sobrecarregada.
 
   Enfim, aos que tratam assim a escrita, que acordem do sonho e percam as rédeas das letras, das palavras, dos sentidos. E que fiquem sós, numa página em branco, afogados em lágrimas desesperadoras de personagens e leitores decepcionados. E aos que a tratam bem, que as lindas rosas proliferem em meio aos pequenos erros, às pequenas palavras mal escolhidas, lapidando os escritos e transformando-os em Camões (Mesmo que impossível).

Letra após letra

Quando uma leitura captura agente, fazendo-nos agarrar as páginas e soltá-las só ao término. Leituras essas, são as que nos marcam, nos prendem a atenção. Que nunca são esquecidas.

E não é preciso falar mais!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vida em retalhos

   A cada passo, a cada olhar, sentimos, pensamos, enfim, vivemos. Criamos nosso mundo particular, onde cada riso, cada tristeza, cada momento, vale a pena. Onde caminhamos tranquilamente, até termos os objetivos alcançado, pelas vinhetas vividas, pelas portas que se abriram.
   Percebemos que a vida é muito mais, muito mais que isso. Que em cada instante os sonhos passam por nossa mente para um dia finalmente tudo mudar.
   Mudanças que podemos esperar, até o momento certo, sem data definida, sem hora marcada. Só sim, e assim, ser simplesmente, fim.
   Por mais tarde que for, cada sentimento é válido, numa onda de clichês, onde o mundo paira, sobre as decisões de cada um, de cada conjunto. Onde os ideais são diferenciados por pequenas atitudes. Atitudes essas que transformam, deformam e informam.
   Basta um passo em falso, para a formação de um abismo absoluto, que leva ideias, vontades, sentimentos. Que é capaz de ultrapassar as barreiras da vida. Revelando-nos o quão importante cada um era. Era. 
   Nessa mudança de vida, pensamos no fim de ano como a única passagem "prelas", como único caminho. Mas não, a qualquer momento estamos sujeitos a tais mudanças e consentimentos.

   Somente viva, e compreenda seu viver apenas pelos relatos e retalhos que sobram, que ficam, que se guardam e consagram a cada um. Procure entender o sentido, do abismo, de cada olhar e sentimento. Prepare-se, pois a partir de "agora" e de todo o sempre, você está em um jogo. Chamado vida.


   

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Recém chegado de um concurso

    A redação abaixo é de minha autoria, elaborada especificamente para um concurso de redações Aqui. O tema solicitado era as desigualdades existentes entre homens e mulheres em nosso país. O resultado foi publicado dia 15/12 no site ali. Infelizmente não fui premiado em nenhuma das categorias, mas mesmo assim, estou muito feliz por ter participado. E que os próximos anos me esperem!!!

   Abaixo, a redação:

                        Introdução a uma vida de mulher

            Neste mundo em que vivemos, com desigualdades, injustiças, preconceitos, cada um se expressa como consegue, refletindo e retratando seus ideais. Um mundo com tantas qualidades, mas com problemas bem visíveis aos olhos dos cidadãos observadores, dos leitores e escritores. Em nosso cotidiano, conhecemos pessoas, descobrimos amizades, revelamos sentimentos e ideais que nos chamam a atenção às diversas etnias (negros, brancos, pardos) com que nos relacionamos diariamente. Homens e Mulheres. De todos os jeitos e opiniões. Mas como é o entrosamento e a interação entre homens e mulheres na sociedade atual? O que o olhar de um escritor-observador percebe a respeito disso?
            Neste mundo bipolar, homens e mulheres podem ser amigos, irmãos, colegas de trabalho, tendo assim, uma interação. E o preconceito nos rodeia, criando situações em que não nos sentimos bem e perdemos a vontade de continuar caminhando pela vida,  precisando assim, de muita força para continuar lutando.
            Percebemos que em certos casos mulheres e homens ocupam lugares diferentes na sociedade. Lugares muitas vezes opostos. Muitas mulheres são rejeitadas em empregos e subordinadas a apenas algumas profissões, pois algumas pessoas determinam o que é emprego de mulher e emprego de homem. Uma fiel desigualdade, um grande preconceito. E aos olhos artísticos uma grande falha numa obra chamada ser humano. Qualquer pessoa, homem ou mulher, tem o direito de escolher sua profissão, independente de opiniões, sem o menor preconceito. E um trabalho digno e bem elaborado tem que ser mais valorizado.
            Nesta sociedade em que vivemos, somos todos iguais, a mulher pode governar, comandar, vencer, e assim como o homem, ter seu lugar no espaço, expressando sua opinião e interagindo com o meio a sua volta. O respeito a qualquer gênero tem que ser colocado em questão. Independente das características físicas, o que realmente importa são as qualidades desta pessoa, o modo como pensa, como reage a diferentes situações, como retrata sua sabedoria.
            Preconceito por preconceito, chegamos a um ponto de bastante preocupação: a violência. É a partir dessas desigualdades que a violência aparece. Agressões a mulheres, tudo voltado ao preconceito e rejeição que alguns esboçam ao observar a imposição feminina. E o mais importante é denunciar essa violência, relatar a desigualdade que está ocorrendo.
            Ao vivermos em sociedade, estamos expostos a todo tipo de rejeição, e devemos lutar contra isso. Tanto a mulher quanto o homem vivem em um meio comum, onde interagem com os outros e captam novos conhecimentos que valorizem sua opinião, seu modo de pensar e os tornem, a cada momento, mais capazes de aceitar a sociedade. Neste mundo de retalhos em que nos envolvemos, precisamos estar a cada momento, mais presos, mais unidos, para aguentarmos ficar expostos ao sol, expostos ao vento e a dualidade da vida.
            O questionamento sobre a igualdade feminina também provém do próprio meio, de algumas mulheres, tanto negras quanto brancas, capazes de prejudicar o próprio gênero, nas escolhas, oportunidades e convivências. Muito disso se reflete nas diversas oportunidades desiguais a mulheres negras e brancas, que muitas vezes acabam por não ocupar um mesmo espaço na sociedade, tanto por sua cor, seu estilo, sua roupa, quanto por seu porte físico, sua beleza, sua atitude. Cada qual, com sua opinião, com sua oportunidade, rompendo barreiras, vencendo desafios, e enfrentando constantemente uma rede de preconceitos.
            Tudo já se torna diferente quando não nos achamos melhores que os outros, quando paramos de comparar ideologias, modos e estilos de vida.
            Mas as mulheres, de todos os jeitos, de todos os rostos, com suas opiniões, com seus viveres, suas sortes e olhares, conhecimentos e amores, devem ser valorizadas. Mulheres, milhares e milhares delas que hoje, sofrem com preconceitos enormes, o que tem que acabar. 
            O que lerão a partir daqui, se refere a todos os afetos e desafetos, preconceitos e desigualdades destinados as mulheres. São críticas, escritas e esboços de um pensamento bipolar. Mergulhem-no!

            Mulher, jovem, menina. De tão pálida face, que não é preciso distinguir cor ou etnia, para conceituá-la. Face de medo, carinho e respeito, solidão que me faz sofrer. Mulher de conceito, opinião, conhecimento, refletindo seu caminho e seu viver. Sua imagem incandescente, seu reflexo ausente, uma vida ainda por vir e sentir, nos tropeços e atropelos, que perseguem a todos.
            Atrás, o que se vê, é melhor do que se sente, tristeza solene, presente, profunda, como combustível do abismo, ou a confusão na mente rotulada de uma (feminina) mulher. E na ausência de uma interação, basta olhar a sua volta, e perceber a ignorância e o preconceito que a persegue. Na ironia do olhar, singelo ao pensar, deixa de lado, segue em frente, junto à empreitada de conhecimentos obtidos por anos e anos de dedicação em ser, simplesmente, mulher. Na alegria de viver, de sorrir e cantar, no auge da felicidade, relembra que sempre há algo a encontrar, uma rejeição, um preconceito, forte de tal forma a deixá-la triste e pouco tranquila. São tantas perseguições, que somente um verdadeiro amigo para entendê-la e ao menos consolá-la.
            Nas profundezas desta imensa incerteza, nos resta observar e imaginar o quão infeliz está esta mulher, que nem ao menos indaga o que depois de um tempo pode ser verdade: a punição aos ridículos preconceituosos. Mas como representante do gênero, se mostra capaz a despertar, ignorando as aparências, forte, decidida, como toda mulher. Gloriosa, vitoriosa por mostrar ao mundo, tal falto, e tal gravidade. Revelando aos mais fracos sua postura diante tal humilhação e chateação.   
            Assim, a mulher guerreira, decidida, não se deixa sofrer. Aos mares esperançosos, nas lágrimas que dela já caíram, e os sonhos que tivera, são brevemente deixados aos ventos, esperando que um dia, ao menor tornado que for, volte mais forte e convincente, capaz de humilhar a todos que já a desrespeitaram.
            Caminhando, refletindo, e vai. A mulher de atitude, que não compreende tal fato. Criticamente revelando suas ideias, sem imaginar que ao sair da zona dos preocupados e interessados, deparara-se com uma grande quantidade de novos preconceituosos e desiguais que a julgarão independente de qualquer opinião, sem respeito, classificando-a segundo seus objetivos e ideais.
            Sozinha não conseguirá mais nada. Nessa desigualdade entre homens e mulheres, teremos que ajudá-la. Precisamos igualar os gêneros deste contraste!


domingo, 4 de dezembro de 2011

Vento com as palavras de Pero Vaz de Caminha

Wordle: Palavras AO vento da Carta de Pero Vaz de CaminhaEmaranhado de palavras de um dos maravilhosos trechos da carta de Pero Vaz de Caminha!!!

Se quiserem fazer e emaranhar assim, entre aqui!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Um batalhão a mercê de Lollipop

   
   Em busca por sites, blogs, em que posso estabelecer fortes conexões leitoras, encontrei Blog Lollipop, aqui! Na realidade, encontrei este blog ao encontrar a própria criadora, em uma oficina de um concurso (ENIC). Ela,  Lorraine, me contou sobre o que gosta de escrever e como se expressa em seu blog. Isto, fruto de uma ideia de entrevista com ela onde também me conta sobre uma "série" em seu blog chamada "Soldados de Chumbo" a qual muito me chamou atenção. Aqui abaixo, a entrevista: 


Eu - Como surgiu a ideia de criar essa história?


Lorraine - "Soldados de Chumbo, surgiu quando eu me encontrava em uma situação extremamente nova e que exigia uma adaptação rápida e decisiva. Na história, talvez o que mais tenha me inspirado a escreve-la, tenha sido  os dias difíceis que somos obrigados a enfrentar, os amigos fieis, a busca do nosso "eu" de acordo com o que fazemos mas principalmente as reviravoltas que a vida dá todos os dias."


Eu - O que ela já influenciou, e vem influenciando em sua vida?


Lorraine - "A história me fez companhia durante esse momento de dificuldade, pois eu acabara de vir de São Paulo, e tinha agora de lidar com um nova realidade e os novos fatos,  fazendo então  despertar novamente em mim meu espirito de aventura e minhas origens para encarar tudo isso.
A história mostra os altos e os baixos que enfrentamos, nosso erros e nossos acertos, isso me atingiu muito, pois é  a partir do momento que  cometemos algum erro, é que somos capazes de acertar, jamais apagaremos os erros já cometidos, mas podemos ter a certeza de que agora somos capazes de acertar. Isso também serve com as relações também, pois é somente quando caímos é que percebemos quem realmente está disposto a nos ajudar, até mesmo nosso pior inimigo pode ser aquele que nos ajude a superar e vencer. Por isso me influencia, pois aprendo todos os dias essas coisinhas e tenho a oportunidade de coloca-las em prática no meu dia."


Eu - Por quanto tempo você pretende continuar essa história?


Lorraine - "Bom... Soldados de Chumbo já está finalizada no papel, pois ela já havia a escrito há  3 anos atrás. Sinceramente não faço ideia de quanto tempo a história durará, pois tudo depende dos fragmentos que são colocados no blog toda  sexta-feira, mas a história é longa, apesar de tudo não perde a graça, há suspense, romance e ação, é acompanhar e se emocionar com a história e ver até onde ela poderá chegar."


Eu - Agora, sobre seu blog. O que costuma postar nele?


Lorraine - "Costumo colocar as coisas interessantes que vejo no meu dia, novidades que estão por ai, pensamentos que tenho ou então lugares coisas ou momentos que me move. Além disso costumo colocar no blog o humor  que de repente surge do nada, como é o caso da parte "Típico da minha mãe"  presente no blog."   



Eu - O que gosta e costuma escrever?



Lorraine - "Geralmente costumo escrever reflexões sobre as coisas da vida e do mundo assim como alguns momentos da minha vida, mas para falar a verdade, é difícil um escritor ter "momentos" para escrever; um escritor de verdade não tem momentos certos e nem definidos para usar o poder da escrita em seus versos e verdades. Tudo pode ser escrito, tudo pode ser interessante, não tenho preferências sobre isso."



Eu - Fale um pouco sobre o que é a escrita e a leitura para você?



Lorraine - "Escrita e leitura para mim, meu caro... é mágico! É muito emocionante a sensação de escrever personagens ou lugares que parecem tão reais, do nada, é coisa de outro mundo. Assim como você precisa ter criatividade e inspirações, você também precisa ter humildade para não somente se emocionar com suas histórias, mas também com as dos outros escritores. A escrita e a leitura foram inventadas para unir e expressar pensamentos, e fazer parte, ter esse presente o de ler e escrever para mim é mágico, único e impressionante." 



Eu - E para finalizar, qual seria uma frase importante pra você, que caracterize e te inspire a escrever e ler?



Lorraine - "Não sei cantar, não sei voar e nem navegar, mas sei escrever versos e melodias, sei viajar o universo e ir ao horizonte, somente com o poder das palavras, da escrita. É isso que sei fazer!"



   E é neste mundo mágico e inspirador que, com maior certeza, Lorraine escreve e se expressa, retratando seu olhar, seu viver... Com toda versatilidade de um blog que, por pura inspiração e conhecimento, é escrito e formado a partir de um abrangente olhar observador.

   Espero que tenham gostado e que acompanhem o Blog Lollipop, juntamente com "Soldados de Chumbo".

   Agradecimentos a Lorraine, por participar desta entrevista.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Um personagem a criar um mundo no mundo

   Poder escrever, e falar o que quiser. Criar um mundo, onde você e seu personagem dialogam, um mundo vivo, um mundo novo. Ter e criar um personagem a se chamar de seu. Do seu modo, do seu jeito, nas consequências do julgamento alheio. Que critique, que reforme, que deforme, que viva e crie intensamente.
   Sobreviver em um mundo imaginário e ao mesmo tempo real, onde você e seu personagem, em constante debate, criam um novo modo de olhar, de olhar o mundo, de perceber um olhar, de olhar somente por olhar.
   E ao resultado, ter como resposta um grande texto, uma crônica, um filme, um livro, uma história, que te mova e faça vibrar. Resposta figurada, ilusionada pelo pensar, num movimento retilíneo chamado escrita.
   E ao conto, encontro, reconto, ali e aqui, alguém que junto comigo, prepare esse mundo, menos sozinho, menos tranquilo, mais extravagante. Um mundo linear, onde o próprio nome se dá por incerto, pois de curvas e tropeços, nos revelamos andantes deste mundo "pensamental"...

   Por cada personagem, uma história, e ao fim do conto, te conto a história que a mais virará livro.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Medos de um sonhar

   O sonho, quando fundamentado, se conecta aos demais pensamentos artísticos de um escritor. E a cada passo dado, o sonho não realizado vira meta. Vira seta. A seta capaz de congestionar toda uma zona de leitores, escritores e artistas.
   E aos poucos, as teias do sonho são mais entrelaçadas e enroladas até que alguém possibilite seu rompimento. Rompimento que traz ao mundo a realização vivida.

   Sonhando, existimos, vivemos e crescemos, sem perceber que na vida, o que realmente importa é viver intensamente. Nas quedas e tropeços, os sonhos nos confortam, nos animam e ás vezes, pioram nossa situação. Um universo desigual onde o improvável é provável, é previsível, é reconhecido e tecido durante os dias.

   Os sonhos, os medos e as consequências deles são o que nos move a pensar, a crescer, a questionar, a prever. São partes do cotidiano que retratadas no papel se multiplicam, gerando grande movimento sensacionalista em cada um. São criações multifuncionais que caracterizam o ser humano artista.

   No desenho, na música, em toda arte, o destaque não é a perfeição, e sim a ideia, a criação, a imaginação, a viagem proporcionada pela leitura criteriosa. Assim, podemos crer que em cada escrita, em cada tipo de arte, existe o sonho de um artista, a vida de um autor, a fala de um mágico criador de palavras, de um prévio artista.

   E aqui no Bloguii, o espaço está aberto para todos se expressarem!! Aproveitem...


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pensamentinhos

   Difícil pensar em como cada coisa que vivemos, a cada dia que passa, fica mais afundo em nossa memória, mas relembrada, nos bons e ruins momentos.
    Quando paramos para refletir, sobre o que lemos, o que escrevemos, nos vem uma ideia de continuidade, onde cada escrita, cada fala será relembrada e julgada de acordo com a ocasião.
   E aqui estou, para relembram tudo que aconteceu aqui no Bloguii durante todo o tempo que posto e escrevo. São memórias de escritas, de palavras, de entrelaços. Onde cada um tem grande importância...
   A cada comentário, sugestão ou crítica, crescemos muito, aprofundamos as ideias e percebemos o quanto cada coisa realmente é importante.
   Cada pensamente, cada sonho, tem mais chance de ser realizado ao ser escrito, pois a escrita é a reza do escrito, são os devotos de alegria em que cada um se expressa como quer, como pode.
   Rompendo essas fronteiras, caímos em uma abismo tão fundo, onde apenas uma palavra escrita é capaz de nos reerguer.
   E assim vivemos, por aí, com nossos pensamentinhos!